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Galeria
Imprensa MarromVersão em evolução autoral, com regravação prevista de voz e de trilhas selecionadas.
Composição de imaginação política e forte carga simbólica, revisitada agora a partir de uma obra que já nasceu premiada. Foi com essa letra, vencedora de melhor letra no festival da UFMG de 1985, que começou também a história do encontro que levaria à formação da Imprensa Marrom.
Versão original no LP Imprensa Marrom; esta página segue o passo da nova produção.
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Áudio
Versão em evolução autoral, com regravação prevista de voz e de trilhas selecionadas.
Letra e cifra
C F/C C F/C
C F/C Fm C Num jardim padecido hoje vive um Rajá.
F G C GUm sabor tropical existira por lá.
C F/C Fm C EmO rajá é mais velho mas breve são os anos.
F G F GNossos jovens enganos nos ensinam mais.
F E7 Am A fome cresce e a semente apodrece nas mãos do rajá.
F G F G7Até quando, faminta, a paz resiste por lá.
C F7No jardim do rajá.
Am Bb F G Águias e estrelas, brancas e vermelhas, reinam no jardim.
C F7No jardim do rajá.
Am Bb F G Multi-centopéias de raças europeias pisaram no jardim
C Am Construído com lodo e concreto, sangue negro, seus filhos e netos.
F G7 Versos que faltam no hino, sobram no velho refrão!
C Am Somos todos iguais, braços dados ou não.
F G7 Até quando faminta a paz resiste por lá.
C F7No jardim do rajá.
Am Bb F G Águias e estrelas, brancas e vermelhas, reinam no jardim.
C F7No jardim do rajá
Am Bb F G7Multi-centopéias de raças europeias pisaram...
C Am Eb G
C F7 Am Bb F G7 G
C F7No jardim do rajá
Am Bb F G Águias e estrelas brancas e vermelhas reinam no jardim.
C F7No jardim do rajá
Am Bb F GMulti-centopéias de raças europeias pisaram…
C
Análise Harmônica Feita por IA
Em Dó maior (C), a peça abre sobre um baixo pedal na tônica (C – F/C) que logo se tinge de gravidade com a subdominante menor (Fm), desenhando o movimento cromático interno da terça maior para a menor (Lá → Láb → Sol). O verso expande essa narrativa com uma dominante secundária de forte carga dramática (F → E7 → Am), preparando a entrada do refrão, onde a tônica é subvertida em um acorde com sétima menor (C → F7) de sabor blues/mixolídio ao anunciar "No jardim do rajá".
A resposta do refrão apresenta uma das passagens mais sofisticadas do repertório: a progressão Am → Bb → F → G, em que o acorde de Bb (bVII emprestado do modo eólio/mixolídio) cria uma subida por graus conjuntos e ilumina a letra antes de devolver a tensão à dominante G7. No solo instrumental, a entrada surpreendente de Eb (bIII) após C – Am aprofunda ainda mais o intercâmbio modal, conferindo à faixa uma sonoridade cinematográfica e politicamente densa.
Origem da obra
LP Imprensa Marrom — origem ligada ao prêmio de melhor letra (UFMG, 1985).
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