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Imprensa MarromVersão final, com gravações humanas de voz, violões e piano.
José
Musicação do poema de Carlos Drummond de Andrade, tratada com respeito ao original e com força própria de canção. A gravação original teve aprovação da família Drummond, o que deu à faixa um significado especial desde o início.
Na primeira versão, Heron Alvim concebeu piano, synths e arranjos; Júnior Costa (Junix) gravou o violão que marca a faixa.
Áudio
Versão final, com gravações humanas de voz, violões e piano.
Letra e cifra
G Am7/G G Am7/G
G E agora, José?
A festa acabou,
Gº a luz apagou,
Am7 o povo sumiu,
a noite esfriou,
G e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
Gº que zomba dos outros,
Am7 você que faz versos,
que ama, protesta?
G e agora, José?
G Está sem mulher,
está sem discurso,
Gº está sem carinho,
já não pode beber,
Am7 já não pode fumar,
G cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
Gº o bonde não veio,
o riso não veio,
Am7 C9não veio a utopia
G A7 C9 Ge tudo acabou,
Am7 e tudo fugiu,
C e tudo mofou,
G e agora, José?
G Se você gritasse,
se você gemesse,
Gº se você tocasse
a valsa vienense,
Am7 se você dormisse,
C se você cansasse,
G se você morresse...
A7 CMas você não morre,
G você é duro, José!
A7 CMas você não morre,
G você é duro, José!
G E agora, José?
Gº Sua doce palavra,
Am7 seu instante de febre,
G sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
Gº seu terno de vidro,
sua incoerência,
Am7 C G seu ódio - e agora?
G Com a chave na mão
Gº quer abrir a porta,
Am7 não existe porta;
G quer morrer no mar,
D/F#mas o mar secou;
Em quer ir para Minas,
Minas não há mais.
A7 Am7 G José, e agora?
G Se você gritasse,
se você gemesse,
Gº se você tocasse
a valsa vienense,
Am7 se você dormisse,
C se você cansasse,
G se você morresse...
A7 CMas você não morre,
G você é duro, José!
A7 CMas você não morre,
Grê ê
G Sozinho no escuro
Gº qual bicho-do-mato,
Am7 sem teogonia,
G sem parede nua
D/F#para se encostar,
Em sem cavalo preto
A7 que fuja a galope,
Am7 Cm7você marcha, José!
G José, para onde?
Análise Harmônica Feita por IA
Em Sol maior (G), a música traduz a angústia existencial do poema de Drummond por meio de um acorde diminuto de passagem cromática ascendente logo nos primeiros versos: G → Gº → Am7. Esse Gº (atuando como sensível secundária para o segundo grau Am7) cria uma fisgada de tensão recorrente a cada pergunta "E agora, José?", impedindo que a tônica maior soe confortável ou festiva.
Ao longo do refrão e das estrofes finais, a harmonia contrapõe a dominante secundária maior com a subdominante natural (A7 → C → G e A7 → Am7 → G), alternando o Dó# brilhante de A7 com o Dó natural de C e Am7. Já na seção final ("Sozinho no escuro"), a descida de baixo G → D/F# → Em deságua no empréstimo modal menor Cm7 (Am7 → Cm7 → G), encerrando a obra com uma cadência plagal menor que deixa a pergunta "José, para onde?" suspensa no ar.
Origem da obra
Primeira gravação em 1993, LP Imprensa Marrom — poema de Carlos Drummond de Andrade.
↗ Ouvir versão originalCréditos da nova versão
- Paulo Alvim voz, violões, piano e direção musical
- Produção com IA expansão de arranjo, instrumentos complementares e videoclipe
Créditos da versão original
- Paulo Alvim voz
- Cacá baixo
- Júnior Costa (JUNIX) guitarra e violão
- Zezé Kildare bateria
- Heron Alvim teclados
Autoria da obra
- Poema
- Carlos Drummond de Andrade
- Música
- Paulo Alvim
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