Clipe / vídeo
Catálogo vivo
Imprensa MarromJosé
"José" é a primeira música publicada no IAl6. Trata-se de uma nova versão, em som e imagem, da canção que compus a partir do poema de Carlos Drummond de Andrade. A versão original foi lançada em 1993, no LP da banda Imprensa Marrom. Na época, a família Drummond aprovou a gravação, o que foi motivo de grande orgulho.
Na gravação original, os arranjos tiveram participação decisiva de Heron Alvim, meu primo, hoje doutor em piano clássico, responsável por boa parte da concepção musical, além do piano e dos synths.
O violão marcante da faixa foi criado e gravado por Júnior Costa, o Junix, hoje guitarrista do BaianaSystem.
Nesta nova versão, a IA entra para modernizar o arranjo e ampliar a produção, incluindo bateria, orquestração e a construção visual do videoclipe. Permanecem humanos a voz, os violões, o piano e a intenção de preservar a força do poema que está na origem da música.
Áudio
Nova versão da faixa. Ouça com fones de ouvido.
Letra e cifra
G Am7/G G Am7/G
G E agora, José?
A festa acabou,
Gº a luz apagou,
Am7 o povo sumiu,
a noite esfriou,
G e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
Gº que zomba dos outros,
Am7 você que faz versos,
que ama, protesta?
G e agora, José?
G Está sem mulher,
está sem discurso,
Gº está sem carinho,
já não pode beber,
Am7 já não pode fumar,
G cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
Gº o bonde não veio,
o riso não veio,
Am7 C9não veio a utopia
G A7 C9 Ge tudo acabou,
Am7 e tudo fugiu,
C e tudo mofou,
G e agora, José?
G Se você gritasse,
se você gemesse,
Gº se você tocasse
a valsa vienense,
Am7 se você dormisse,
C se você cansasse,
G se você morresse...
A7 CMas você não morre,
G você é duro, José!
A7 CMas você não morre,
G você é duro, José!
G E agora, José?
Gº Sua doce palavra,
Am7 seu instante de febre,
G sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
Gº seu terno de vidro,
sua incoerência,
Am7 C G seu ódio - e agora?
G Com a chave na mão
Gº quer abrir a porta,
Am7 não existe porta;
G quer morrer no mar,
D/F#mas o mar secou;
Em quer ir para Minas,
Minas não há mais.
A7 Am7 G José, e agora?
G Se você gritasse,
se você gemesse,
Gº se você tocasse
a valsa vienense,
Am7 se você dormisse,
C se você cansasse,
G se você morresse...
A7 CMas você não morre,
G você é duro, José!
A7 CMas você não morre,
Grê ê
G Sozinho no escuro
Gº qual bicho-do-mato,
Am7 sem teogonia,
G sem parede nua
D/F#para se encostar,
Em sem cavalo preto
A7 que fuja a galope,
Am7 Cm7você marcha, José!
G José, para onde?
Origem da obra
Canção lançada originalmente em 1993, no LP da banda Imprensa Marrom.
Nova fase / releitura
Regravei voz, violões e piano. A IA modernizou o arranjo, tocou demais instrumentos e foi chave na produção visual.
Créditos
- Poema
- Carlos Drummond de Andrade
- Lançamento original
- LP Imprensa Marrom, 1993
- Arranjos originais
- Heron Alvim, com piano e synths decisivos na concepção da faixa.
- Violão original
- Júnior Costa (Junix), hoje guitarrista do BaianaSystem.
- Versão 2026
- Voz, violões e piano regravados por Paulo Alvim, com expansão de arranjo e linguagem visual por IA.
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