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Cia. Escambo
EM EVOLUÇÃO

Versão em evolução autoral, com regravação prevista de voz e de trilhas selecionadas.

Blues Mendigo

Canção em que um mendigo imaginário canta ao mundo com humanidade, dor e dignidade, sem caricatura nem sentimentalismo fácil. A gravação ganha ainda mais força com a participação de Bruno, que escolheu essa faixa, contribuiu no arranjo vocal e deixou sua marca de forma muito especial.

CD Cia. Escambo, 1995; letra e cifra nesta página; nova versão em finalização.

Capa de Blues Mendigo

Clipe / vídeo

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Áudio

Player aqui quando a nova versão estiver fechada.

Letra e cifra

Blues Mendigo

Letra e Música: Paulo Alvim

Não quero ser bonito,
mas quero ser bem recebido.
Não quero ser sucesso,
mas quero, humilde, o pão que lhe peço.
Não quero ser o mais rico...
quero, às vezes, um ombro amigo.
Oh oh oh
Não quero ser perfeito,
mas conhecer os meus defeitos.
Não quero ser o mais fino perfume.
Nem, do mundo, o estrume.
Não quero queixo e nariz empinados...
força, apenas, pra estar ao seu lado.
Refrão
E álcool na dor.
Fumo na dor.
Riso na dor.
Oh oh oh.
Bruno: lead vocal
Não quero ser adotado.
Queria um pai, uma mãe no passado.
Não quero te assustar.
Queria alguém, mais que eu, pra falar.
Não quero estar no seu caminho.
Mas, como bicho, um lugar pro ninho.
Oh oh oh
Não como filosofias.
Só quero as sobras do dia.
Não quero ser cortejado, não.
Mas quero o sexo que me foi dado.
Não quero um livro na história.
Me basta um nome, uma idade, um retrato.
Refrão
E álcool na dor.
Fumo na dor.
Riso na dor.
Oh oh oh.
Passagem
Bruno: lead vocal
Devia tentar a morte,
mas o instinto é meu lado mais forte.
Devia querer o meu canto no mundo,
mas já nasci pela porta dos fundos.
Devia sim, devolver seus centavos,
mas só me sai um "Deus lhe pague" decorado.
Eu quero, eu quero, eu quero gente na dor.
Refrão
Na dor.
Fumo na dor.
Riso na dor.
Oh oh
Passagem final
Álcool na dor.
Riso na dor...
Oh oh oh oh oh oh.

Análise Harmônica Feita por IA

Longe de um blues tradicional de três acordes, a faixa constrói sua identidade sobre o balanço Lá dórico (Am7 – D7), onde a sexta maior (Fá# presente no D7) evita o peso trágico do menor natural e sustenta a dignidade humana do personagem. Ao fim de cada estrofe, o acorde D7 sofre uma mutação cromática surpreendente para F/D (equivalente a um Dm7 na 3ª inversão, trocando o Fá# por Fá natural) antes de resolver em F → C, deslocando suavemente o centro gravitacional do modo dórico para a relativa maior Dó (C).

No refrão ("E álcool na dor / Fumo na dor / Riso na dor"), a harmonia permanece ancorada sobre um baixo pedal em Dó (C → D/C → F/C → C), gerando a sonoridade lídia/mixolídia da tríade de D sobre o baixo C antes de relaxar em F/C. Na ponte e no desfecho, a entrada da dominante alterada com quinta aumentada (G7 → G7(#5) → C e D7 → F7 → G7(#5) → C) adiciona uma tensão jazzística que coroa o arranjo vocal.

Créditos parciais da nova versão

  • Paulo Alvim voz, concepção da releitura, direção musical e desenvolvimento da nova versão
  • Produção com IA arranjo expandido e produção visual com IA em andamento

Créditos da versão original

  • Betty Bruno backing vocals femininos
  • Eliane Tassis backing vocals femininos
  • Zezé Kildare bateria
  • Bruno Gouveia voz